October 4

Cachorro? Só do mato!

Agora eu vou trazer um trabalho com um cachorrinho super fofo para vocês! A Claudia Kanda, também do LEEC, em parceria com o LAMPE – UFMS, trabalha com o cachorro-do-mato no Pantanal do Mato Grosso do Sul.

No trabalho que está sendo desenvolvido pela Claudia, ela busca entender como a estrutura da paisagem influencia no padrão de movimento e na densidade populacional da espécie. Ou seja, se a quantidade de floresta e a forma como ela está distribuída influencia no movimento dos animais e na quantidade de cachorros-do-mato.

Bem, para isso, ela monitora indivíduos com colares GPS e cruza os dados da movimentação com mapas dos locais de estudo, verificando se por onde os indivíduos passam existe uma maior ou menor quantidade de vegetação.

Dá uma olhada no vídeo abaixo!

 

 

Veja abaixo uma armadilha muito bem fixada e escondida pela vegetação a espera de um cachorrinho distraído:

Foto tirada por REGOLIN, A.

 

E agora um cachorro-do-mato com o colar GPS no seu pescoço:

 

Foto tirada por REGOLIN, A.

Veja, se sabemos qual a quantidade de vegetação é necessária para que os indivíduos possam se movimentar pela paisagem e sobreviver nela, ações de conservação podem ser melhores conduzidas no contexto da paisagem. Levando em conta que o cachorro-do-mato pode exercer serviços ambientais importantes, como a dispersão de algumas sementes e controle de populações de pequenos mamíferos, tê-los na paisagem é uma grande vantagem!

October 4

Uma zoonose do ponto de vista da Ecologia da Paisagem

No post passado expliquei um pouco sobre um trabalho super interessante desenvolvido com as aves e sua relação com a paisagem. Mas será que uma espécie animal ou vegetal, ao ser afetada, pode acabar afetando também o ser humano?

Aqui vou falar sobre o trabalho da Renata Muylaert, também do LEEC, que estuda a relação entre os roedores que são reservatórios do hantavírus e a configuração da paisagem.

Primeiramente, você sabe são hantavírus patogênicos? São os vírus reponsáveis pela hantavirose, doença que ser transmitida pelos roedores, por exemplo, e que atinge o ser humano. A Renata em seu trabalho, buscou entender os efeitos entre a alteração da paisagem e a mudança do uso da terra na interação entre os mamíferos e o hantavírus na Mata Atlântica.

 

E um alerta! Não são todos os roedores que transmitem os hantavírus, então não adianta sair por aí matando os bichinhos!

Inciativas de controle biológico tem que ser muito bem estudadas para que atinjam somente o alvo esperado. Porque, como vocês já devem ter percebido, cada animal e planta exerce funções importantes para o meio ambiente e com certeza fazem falta!

Viu como a Ecologia da paisagem é importante para os animais, para a vegetação e também para nós humanos?

October 4

Mas as aves não voam?

A primeira pesquisa que trago pra divulgação é a do Fábio Barros, daquele laboratório que mencionei anteriormente: o LEEC. Ele trabalha com aves no contexto da Ecologia da Paisagem e faz um estudo bem interessante.

No vídeo abaixo, tem tudo explicado: o objetivo do trabalho, como ele faz, os resultados que ele tem até agora e até a importância para a conservação das espécies!

Dá uma olhada:

 

October 3

O que você sabe sobre a fragmentação de habitats?

Agora que você é quase um expert em Ecologia da Paisagem, vou trazer mais um conceito para vocês: o de fragmentação de habitats.

Dentro da Ecologia da Paisagem podem ser trabalhados muitos aspectos. Como a fragmentação de habitats é um tema bem estudado nessa área, todos as pesquisas que eu trago para serem divulgadas aqui no blog abordam esse tema.

Mas antes de tudo, o que é isso?

Dá uma olhada na imagem abaixo, aposto que ela vai te ajudar a entender!

October 2

A paisagem tem uma ecologia?

Para começar as minhas postagens por aqui quero falar sobre uma área da Ecologia, chamada de Ecologia da Paisagem. Você já ouviu falar sobre ela?

Eu ouço falar desde que entrei na faculdade, e foi um termo que sempre me chamou a atenção. É um campo de estudo relativamente novo, mas as publicações na área tem aumentado muito na última década. Não é a toa que temos até um laboratório com pesquisadores que estudam diversos assuntos relacionados com essa área, o Laboratório de Ecologia Espacial e Conservação (LEEC) da UNESP de Rio Claro!

Mas chega de mistério e dá uma olhada na imagem abaixo. Aposto que você vai gostar de conhecer!

 

 

October 2

Olá, mundo!

E aí, gente?

Que legal que vocês tiraram um tempo pra conhecer o blog!

Antes de mais nada, uma pequena apresentação: me chamo Júlia Mortatti Monarcha e estou no último ano da minha graduação em Ecologia pela UNESP de Rio Claro. Desde que entrei na faculdade, sempre achei a divulgação científica um tema muito legal e extremamente importante de ser trabalhado (apesar de não ser dada a devida atenção ao tema).

Eu fui atrás e consegui uma oportunidade de trabalhar com a divulgação científica no meu TCC e esse blog é um dos resultados desse meu trabalho. E, claro, pretendo continuar escrevendo aqui mesmo depois de formada!

Apesar de simples, espero que gostem do blog. Ainda sou nova nisso, e acho que essa experiência vai me ajudar muito. Críticas construtivas são sempre bem-vindas.

 

Curtam muito! E caso queiram entrar em contato comigo, meu e-mail é juh.mortatti@gmail.com

 

Abraços da (quase) Ecóloga!